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Artigo do mês: Agosto 2000

USANDO A PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜÍSTICA (PNL) NA SALA DE AULA

Don A. Blackerby, Ph.D.

Muitos professores e graduados de meu curso "Redescobrir a Alegria de Aprender" perguntam-me de que maneira podem usar o meu material e a PNL na sala de aula. Grande parte do material desse curso é destinado a interações de pessoa-sobre-pessoa. Como tenho uma opinião diferente, aqui vai uma tentativa para responder essa pergunta. Isso não se restringe às classes da escola pública. Eu sugiro que essas práticas sejam usadas em qualquer ambiente de aprendizado, inclusive em seminários de PNL, em casa, no trabalho.

A. PRATIQUE AS PRESSUPOSIÇÕES DA NEUROLINGÜÍSTICA

Viva e respire as Pressuposições da PNL. Exponha-as ao redor da sala de aula. De vez em quando, mostre-as e fale sobre elas. Quando você, ou outra pessoa demonstrar uma delas, aponte-a diante da classe e ofereça um feedback positivo para essa pessoa. Esteja certo de que você, como professor, as incorpora em tudo o que faz. As seguintes não representam todas as pressuposições da PNL (Abdul-Malik, Junho de 1997), mas são as que acredito mais importantes para serem aplicadas em aula:

B. CERTIFIQUE-SE DE QUE OS ALUNOS SABEM COMO APRENDER

Quando você apresenta matéria nova aos seus alunos, ou novas habilidades que eles precisam aprender, certifique-se de que eles sabem como aprendê-las de uma forma que funcione realmente bem. Em minha opinião, existe uma lacuna gigantesca no nível lógico de capacidade de muitos estudantes porque nossa escola pressupõe que eles sabem como aprender na sala de aula. MUITOS NÃO SABEM. Eles foram deixados à própria sorte para descobrir as estratégias de aprendizado, e o que conseguiram é ineficiente e ineficaz. Aprender na sala de aula não é um fenômeno natural. Aprender a partir de um livro não é um processo genético ou natural. Os practitioners de PNL conhecem as técnicas específicas para mostrar aos alunos como aprender no nível de processo, de modo que o aprendizado possa ter sucesso e ser interessante e divertido.

C. ESTABELEÇA E USE ÂNCORAS DE RECURSOS

Grande parte de um aprendizado eficaz consiste no controle do estado e no acesso a estados de recursos de excelência. Antes do início da experiência de aprendizado, escolha quais os estados de recursos a que você gostaria que toda a classe tivesse acesso. Dependendo da idade dos alunos e da natureza do material a ser aprendido, alguns exemplos de estados de recursos podem ser os seguintes: interessado, focalizado, silencioso, motivado, curioso, capaz de aprender, confiante e calmo. Existem muitos outros. Escolha uma âncora única que você possa usar para acessar qualquer estado. Pode ser uma âncora espacial, como um determinado lugar onde ficar; ou um gesto, ou uma certa postura. Pode ser uma palavra, frase ou tonalidade. Então, durante o primeiro e segundo dias da experiência de aprendizado da turma, imagine uma maneira de levá-los a esse estado e estabelecer tal âncora. Se você os quer silenciosos e interessados, por exemplo, leia ou conte a eles uma história interessante, com voz suave, e num determinado lugar diante da classe. Identifique esse local como o local do silêncio. Reforce a voz e a âncora espacial diversas vezes com outras histórias ou eventos interessantes. Depois disso, você deverá ser capaz de acessar os estados de silêncio e interesse a qualquer hora que desejar, indo a tal local e usando aquela voz.

D. USE NÍVEIS LÓGICOS DE EXPERIÊNCIA.

... (Dilts e DeLozier, Junho, 1997, pp.7-8).

Como já afirmei em artigos anteriores (Blackerby, Junho de 1999), o uso dos níveis lógicos é uma importante ferramenta na sala de aula. Você pode utilizar os Níveis Lógicos na sala de aula, de diversas maneiras.

E. USE AS TÉCNICAS DA PNL SOBRE MODELAGEM E COMUNICAÇÃO.

Tenho notado que muitas vezes os practitioners de PNL não utilizam todas as suas poderosas técnicas de PNL com seus alunos. Freqüentemente, estamos tão ocupados em fazer as atividades que já praticamos há tanto tempo, que esquecemos de usar diariamente as técnicas realmente poderosas da PNL. Claro, podemos acessar idéias pela leitura dos olhos e ouvir asserções. Sabemos como entrar em rapport e combinar padrões de fisiologia e voz. E essas são importantes. Eu acho que o uso mais poderoso da PNL na educação consiste em praticá-la na sala de aula, conforme indicamos neste artigo.

Sabendo que os alunos precisam de auxílio para se desenvolverem em todos os níveis lógicos, você pode utilizar as técnicas de modelagem em PNL a fim de saber precisamente o que fazer num nível mais poderoso. O uso das pressuposições da PNL exige que saibamos qual é o modelo de mundo dos alunos, para poder ajudá-los. Saber onde eles estão e como são limitados em seus comportamentos, capacidades, valores e crenças e, depois, usar as técnicas de comunicação poderosas e precisas da PNL para ajudá-los, realmente poderá transformar suas vidas.

Técnicas de comunicação como ressignificação, metaprogramas; padrões de linguagem hipnótica como os comandos de interiorização, pressuposições e metáforas juntamente com as técnicas mais simples de rapport, etc., dão aos practitioners de PNL uma lista enorme de habilidades úteis. Saber como usar as âncoras e submodalidades para resolver problemas tais como a ansiedade que acompanha a realização de testes ou desempenhos, para reprogramar comportamentos, para lidar com traumas, e para mudar crenças limitantes e instalar estratégias, adicionam muito às nossas habilidades. Não existe NADA que não possamos fazer para ajudar os alunos – eles merecem nosso compromisso com a causa.

Muitas vezes, eu ouço reclamações dos professores dizendo que a exigência de que certificação em PNL é demais, antes de realizarem meu programa de certificação "Rediscover the Joy of Learning" ("Redescobrir a Alegria de Aprender"). Eles querem saber se eu posso oferecer-lhes um programa esquematizado, rápido e curto. Outros practitioners de PNL às vezes sugerem que posso conseguir mais participantes se não exigir certificação em PNL. Parece que os professores querem ser capazes de fazer o que eu faço sem a PNL. Bem, ... eu não poderia fazer o que faço sem a PNL. É porque pratico PNL com meus alunos que alcançamos sucesso. O que eu gostaria de ver é mais practitioners de PNL assumirem a causa, enquanto os professores que não têm PNL procuram certificar-se. Está na hora de pararmos de nos desculpar por usar a PNL e de defender a diferença que o seu uso pode fazer.

No final de cada Certificação do curso, eu dou um pequeno presente para os graduados. É uma xícara com a figura de uma criança, com os seguintes dizeres: "PRIORIDADES – Daqui há cem anos, não importará o tamanho de minha conta bancária, o tipo de casa onde morei, ou a marca do carro que dirigi... mas o mundo poderá estar diferente por eu ter sido importante na vida de uma criança." Se você tiver o mesmo pensamento e paixão e quiser transformar vidas de crianças, venha e abrace esta causa.

REFERÊNCIAS

Abdul–Malik, Ibrahim "The Presuppositions of NLP,"Anchor Point, Junho 1997, vol.11. nº 6.

Dilts, Robert and DeLozier, Judith, "Map and Territory (part 2), "Anchor Point, Junho, 1997, vol.11, nº 6.

Blackerby, Don, "NLP in Education... Magnificent Opportunity,"Anchor Point, Junho, 1999, vol. 13 nº 6.

Blackerby, Don, & Bartlett, John, "Kids Shooting Kids,"Anchor Point, Julho, 1999, vol. 13 nº 7.

Blackerby, Don, "Empowering Feedback – Feedback Model Which Enhances Learning," Anchor Point, Maio, 1998, vol. 12, nº 5.

 

Don A. Blackerby Ph.D. é o fundador de SUCCESS SKILLS, Inc. em Oklahoma City, Oklahoma, E.U.A. Ele foi professor de matemática e reitor de faculdade e fundou o SUCCESS SKILLS em 1981, a fim de focalizar o uso da Programação Neurolingüística (PNL) para ajudar estudantes com dificuldades na escola. Em 1996, ele escreveu o livro "Rediscover the Joy of Learning", no qual descreve suas estratégias e processos baseados na PNL e as maneiras como ele ajuda os estudantes com dificuldades, inclusive aqueles que têm problema de Desordem por Déficit de Atenção (ADD). Ele pode ser contatado de diversas maneiras. Seu endereço e número de telefone são: SUCCESS SKILLS, P.O.Box 42631, Oklahoma City, OK 73123 City, USA.E-mail: info@nlpok.com, e  site www.nlpok.com.

Artigo publicado na revista Anchor Point de fevereiro de 2000.

Publicado no Golfinho nº 64 maio/2000
Trad. Hélia Cadore
Revisão: Maria Helena Lorentz